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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Elementais e Espíritos do Fogo

 



O Fogo é acentelha da criação, a chamada transformação e a força que impulsiona o movimento e a mudança. Sua energia é intensa, ativa e imprevisível, capaz de aquecer e iluminar, mas também de consumir e destruir. Os elementais do fogo são seres vibrantes e poderosos, frequentemente associados à paixão, à coragem e à vontade inabalável.

Na natureza, o fogo se manifesta de diversas formas: nas chamas que dançam sobre  a madeira, no calor do sol, nos vulcões em erupção e até na eletricidade das tempestades. Da mesma forma, seus elementais, são encontrados nesses ambientes, vivendo em brasas ardentes,forna- lhas, desertos e até mesmo dentro de cada chama que arde com intensidade.


Energia e simbolismo do Fogo


O fogo sempre foi reverenciado como um dos elementos mais sagrados. Civilizações antigas o cultuavam como um presente divino e um símbolo de poder. No ocultismo e na alquimia, ele representa transmutação, purificação e força de vontade.


Na magia, o fogo é associado a:


Transformação - Queima o velho para dar lugar ao novo.

Paixão e desejo - Impulsiona o amor, a criatividade e a ambição.

Força e coragem - Estimula a determinação e a superação de desafios.

Proteção e destruição - Pode ser tanto um guardião quanto um agente de mudança radical.


As cores associadas ao elemento são vermelho, laranja e dourado, e seus símbolos incluem o triângulo apontado para cima (símbolo alquímico do fogo) e o sol. Seus regentes astrológicos são Áries, Leão e Sagitário, signos marcados pela ação, impulso e brilho próprio.


Personalidade dos Elementais do Fogo


Os elementais do fogo compartilham a essência vibrante e impetuosa do próprio elemento. São seres dinâmicos, intensos e temperamentais, que valorizam a força, a independência e a liberdade.


Djinns - Espíritos de fogo da tradição árabe, conhecidos por sua natureza rebelde e seu poder destrutivo ou criador.

Dragões de Fogo - Guardiões da sabedoria ancestral, imponentes e ferozes.

Fênix - O símbolo máximo da renovação e da ressurreição.

Salamandras - As guardiãs das chamas, ágeis e difíceis de capturar.

Bakenekos - Gatos espirituais japoneses, associados ao fogo e à magia da transformação.

Kitsunes - Raposas espirituais ligadas ao fogo sagrado e à astúcia.


Os elementais do fogo são impulsivos e movidos por fortes emoções. Podem ser grandes aliados para aqueles que desejam aumentar sua autoconfiança e energia vital, mas exigem respeito, pois podem ser destrutivos se tratados com desdém ou descuido.


Como interagir e trabalhar com sua energia


Conectar-se aos elementais do fogo requer respeito, coragem e um desejo genuíno de mudança. Eles são atraídos por pessoas apaixonadas, criativas e determinadas, que buscam o poder da transmutação e da força interior.


Métodos para se conectar com os elementais do fogo


Acender velas ou fogueiras e observar as chamas, buscando sinais ou formas que se manifestam no fogo. Trabalhar com pedras associadas ao fogo, como rubi, granada e pedra do sol, que ajudam a canalizar sua energia.

Realizar meditações diante do fogo, visualizando sua luz queimando obstáculos e renovando sua energia.

Fazer oferendas aos elementais, como folhas secas, incensos de canela e resinas aromáticas.

Invocações e orações, chamando os elementais pelo nome e pedindo sua orientação em momentos de transformação.


Cuidados ao trabalhar com os elementais do fogo


O fogo é um elemento poderoso e imprevisível. Quando despertado sem controle, pode levar à impulsividade, raiva ou esgotamento. Ao trabalhar com essa energia é essencial:

Ter um propósito claro - o fogo não deve ser invocado levianamente.

Manter o equilíbrio - Se sentir irritação ou ansiedade em excesso, pode ser sinal de um excesso de energia do fogo.

Respeitar os sinais - Se uma vela apaga sozinha ou a chama se comporta de maneira estranha, pode ser um aviso dos elementais.

Trabalhar com o fogo é uma experiência transformadora. Para aqueles que ousam se conectar com seus elementais, o caminho será marcado por paixão, coragem e renovação. ©

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Como invocar as Fadas do Fogo

 

Entre todos os povos feéricos, as fadas do fogo são talvez as mais incompreendidas. Associadas às chamas, ao calor e à centelha vital, elas não representam destruição gratuita, mas transformação, vontade e força espiritual. Onde há fogo, há vida em movimento e onde há vida em movimento, há fadas do fogo observando.
Na tradição wiccana e em antigos registros folclóricos, essas fadas são espíritos elementais ligados ao elemento Fogo, assim como salamandras, mas com consciência feérica, personalidade própria e sensibilidade às emoções humanas.

 Quem São as Fadas do Fogo


As fadas do fogo habitam chamas simbólicas e físicas: velas, lareiras, fogueiras rituais, o calor do sol e até o fogo interior das pessoas. Elas se aproximam de quem carrega paixão, coragem e desejo de mudança, mas também de quem precisa despertar força após períodos de apatia ou tristeza profunda.
Não são seres “bons” ou “maus”. São intensas. Ajudam quem respeita o fogo e se afastam (ou testam) quem o trata com leviandade.

Aparência e Manifestação


As fadas do fogo raramente se manifestam de forma totalmente física, mas quando o fazem, são descritas como:
Femininas ou andróginas
Belíssimas, com traços fortes e marcantes
Cabelos em tons de vermelho, cobre, dourado ou negro profundo
Olhos que lembram brasas ou luz incandescente
Vestimentas etéreas em tons de vermelho, laranja, dourado ou preto
Muitas vezes, aparecem como movimentos na chama, faíscas que parecem dançar, ou uma sensação súbita de calor emocional durante rituais.


Personalidade das Fadas do Fogo


As fadas do fogo são conhecidas por serem:
Passionais
Diretas
Protetoras
Orgulhosas
Impacientes com indecisão
Elas respeitam pessoas firmes, que sabem o que querem mesmo que estejam com medo. Detestam promessas vazias, pedidos confusos ou rituais feitos por curiosidade inconsequente.
Fogo precisa de direção, ou consome tudo.


 No Que as Fadas do Fogo Podem Ajudar


Quando contatadas com respeito, elas podem auxiliar em:
Coragem para mudanças importantes
Fortalecimento da vontade pessoal
Proteção energética
Quebra de estagnação
Criatividade intensa
Autoconfiança
Transmutação emocional
São excelentes aliadas em momentos de renascimento.


Cuidados ao Trabalhar com Fadas do Fogo


Antes de qualquer contato, lembre-se:
Nunca invoque com raiva ou impulsividade extrema
Não faça pedidos que envolvam prejudicar terceiros
Não tente “testar” a presença delas
Sempre encerre o ritual com gratidão
Jamais deixe fogo sem supervisão
As fadas do fogo respeitam limites claros, inclusive os seus.

Invocação Simples com Vela


Este ritual pode ser feito à noite, em um ambiente tranquilo.

Você vai precisar:

Uma vela vermelha, laranja ou dourada
Um local seguro
Silêncio e intenção clara

Acenda a vela e recite:


Chama viva, fogo sagrado,
 Espírito antigo, ardor encantado.
 Fadas do fogo, se assim quiserem vir,
 Aproximei-vos em paz, sem ferir.
Trago respeito, verdade e atenção,
 Que a chama desperte força no coração.
 Se for do vosso agrado, caminhem comigo,
 Em luz, em coragem, como antigo abrigo.

Permaneça alguns minutos observando a chama. Não force sinais.


Oferendas para as Fadas do Fogo


Elas apreciam oferendas simples, mas simbólicas:
Mel
Canela ou cravo
Pães ou bolos simples
Frutas secas
Incensos quentes (canela, mirra, benjoim)
Velas acesas com intenção
Nunca jogue oferendas diretamente no fogo.


Como Representar as Fadas do Fogo no Altar


Você pode representá-las através de:


Velas
Pedras como jaspe vermelho, granada ou olho-de-tigre
Símbolos solares
Figuras femininas ligadas ao fogo
Tons vermelhos, dourados e alaranjados
Não é necessário uma imagem literal, o fogo já é o maior símbolo.

Encerramento


As fadas do fogo não vêm para apagar quem você é. Elas vêm para revelar.
🦊 Na Toca da Raposa Mágica, aprendemos que o fogo não destrói, ele transforma.

domingo, 20 de outubro de 2019

O que VOCÊ pode fazer pelos Elementais

Imagem de Stefan Keller por Pixabay

Por sugestão de um leitor de A Dança Das Fadas, hoje, trago a vocês, este post, ensinando o que vocês podem fazer pelos Elementais. 
          Sempre falamos do que estes seres incríveis podem fazer por nós, como nos proporcionar sorte, beleza e alegria, mas pouco falamos de como podemos demonstrar nossa gratidão. É importante sermos gratos porque isso demonstra nosso carinho e respeito por eles e fortalece essa conexão. Agradá-los é extremamente fácil, na maioria das vezes, mas lembre-se de que deve-se sempre retribui-los com boa vontade, caso contrário, eles se aborrecem e não aceitam a oferenda, se afastando do humano - em muitos casos, para sempre -. Sim, eles são sensíveis, então, cuidado!


O que fazer pelas Ninfas


Imagem de Paulina Pratko por Pixabay

  1. Já regou suas plantinhas, hoje? Pois, é... As ninfas ficam muito felizes quando você faz isso pessoalmente, pois, é quando elas podem estar mais próximas de você e reciclar sua energia.
  2. Pode as plantas e arbustos que precisam, retire as folhas secas e/ou doentes.
  3. Que tal enfeitar sua árvore com um belo Mensageiro Dos ventos? O som vai alegrar as ninfas e, também, atraíra as sílfides que estiverem voando por perto. Se já tiver um mensageiro dos ventos, pode amarrar fitinhas coloridas nos galhos das árvores, cada fitinha pode conter um desejo (resumido a uma única palavra, exemplo: sorte) que deverá ser realizado pelas ninfas. Elas podem realizar pedidos ligados ao dinheiro e ao amor.
  4. Acenda um incenso ou uma vela verde para elas enquanto visualiza elas se aproximando ou recebendo a oferenda.


 O que fazer pelos Elfos

Imagem de Виктория Бородинова Por Pixabay
  1. Que tal limpar seus cristais, hoje? Com certeza, vai alegrar os elfinhos, e muito!
    2. Elfos gostam muito de arte, então, que tal presenteá-los com o que sabe fazer de melhor? Pode ser uma canção dedicada a eles, um poema, um conto ou um desenho. Eles vão gostar de serem lembrados!
    3. Estamos falando de elfos, então, não podemos esquecer que eles AMAM doces mais que tudo, por isso, um copo com leite natural ou adoçado com mel irá satisfazê-los, também, pode ser creme de leite.
    4. Elfos gostam de ambientes alegres e, você pode ouvir músicas medievais que possuam um ritmo festivo em sua homenagem, ou acender um incenso de lírio e brincar com as crianças... O som dos risos dos pequeninos, os atraíra imediatamente e, quem sabe, eles não decidam participar também? Esteja preparado para vê-los, ainda que seja por um segundo ou dois. Se puder, acene e diga "bem vindo, amigo", isso mostrará que ele é bem-vindo a voltar outras vezes.



    O que fazer pelos Gnomos


    Imagem de aleksandra85foto por Pixabay

    1. Deixe sempre a sua cozinha limpinha e organizada porque é o lugar favorito dos Gnomos e não tem nada que eles amem mais que passear pelos armários entre fileiras de temperos, ou nos observar enquanto cozinhamos. Vez ou outra, eles jogaram um tempero em nossos pratos quando nos virarmos só para dar mais sabor a eles, ou nos inspirarão a sermos mais criativos, além de nos dar o gosto pela culinária.
    2. Se puder, cultive uma hortinha ou alguns temperos em vasinhos, e se possível, deixe cristais dentro dos vasos ou bibelôs de gnomos por perto, miniaturas de pá e carroça também servem, pois é quase como um convite para eles cuidarem daquelas plantinhas. Se nascer uma nova planta no seu vaso, não retire-a sem antes descobrir sua propriedade, pois, pode ser um presente do gnomo ou um alerta para tratar uma provável doença, ou ainda, um tempero para incrementar seus pratos diários.
    3. Limpe seus cristais, deixe-os de molho em água salgada por uma noite e um dia, de preferência ao ar livre, ou os enterre por este período, voltando a reutilizá-los normalmente depois disso.
    4. Sempre que possível, deixe uma balinha de hortelã embaixo do armário ou em algum lugar onde você desconfie que o gnomo se esconda, eles são tímidos e sempre nos espiam de algum cantinho. Inclusive, se avistados, eles podem ficar parados como estátuas, só esperando que a gente os confunda com uma dos bibelôs de decoração, ou quem sabe, com qualquer coisa que estiver por perto... Eu não sei! Mas deve ser engraçado, você encara o gnomo e ele encarar você, até ele desaparecer, antes que você se aproxime!


 O que fazer pelos Kitsunes

Imagem de Nico Wall por Pixabay
  1. Raposas gostam de serem lembradas, então, que tal adquirir uma imagem dela? Você pode procurar por "totem, raposa" e encontrará a imagem ideal.
  2. Velas e incensos não devem faltar, pois a raposa gosta e deve ser reverenciada, se quiser conquistar qualquer favor dela, é claro.
  3. Se possível, tente adquiri um torii vermelho (preferencialmente feito em madeira) semelhante ao do templo do deus Inari, que deve ficar sempre próximo da imagem da raposa em seu altar dedicado a ela. É nesse espaço sagrado que você deve acender velas e incensos e realizar seus pedidos.
  4. Uma tigela com arroz é a oferenda perfeita para estes seres, mesmo que nos pareça algo simples, o arroz é sagrado para elas.
  5. Tenha uma chave (de preferência, antiga) que deve ser presa em um cordão e pendurada ao pescoço da kitsune ou estar próxima a ela, como são as raposas do templo do deus Inari.


O que fazer pelos Djins

Imagem de Artie Navarre por Pixabay

  1. Nada de lâmpadas ou garrafas para simbolizá-los, pois, eles considerarão muito ofensivos! Prefira qualquer outro simbolismo, como o fogo, por exemplo (na dúvida, pesquise mais a respeito), porque, em se tratando de djinns, todo cuidado é pouco.
  2. Incenso e vela sempre serão bem aceitos por eles, assim, como sal, tabaco e álcool.
  3. Sempre demonstre respeito ao falar deles, evite zombarias, ou, eles podem retaliar com crueldade. Não os desafie, eles não gostam!
  4. Apreciam artes como todos os Elementais, então, você pode agradá-los com música, atuação, desenho e dança, etc.
  5. Gostam de jogos de azar e representações dos mesmos.


 O que fazer pelas fadas


Imagem de StudioX10 por Pixabay

  1. Mantenha a casa limpa e organizada porque fadas não perdoam bagunça e elas falam mesmo na sua cara que sua casa está precisando de uma boa faxina, e você vai mandar ela limpar para você? Não vai, porque ela pode se ofender e retaliar, rogando uma maré de azar em seus negócios.
  2. Procure aromatizar o ambiente com incensos ou essências naturais.
  3. Deixe, sempre que possível, uma oferenda para elas, podem ser balinhas de leite, frutas silvestres ou doce de leite.
  4. Cuide das flores que possui porque as fadas se apegam muito a elas, também, evite arrancá-las para não aborrecê-las. Acenda incensos próximos a essas flores. Se puder, deixe-as ao ar livre porque fadas não gostam muito de estar em lugares fechados, preferindo varandas e jardins.


Outras dicas que valem para todos os Elementais

Imagem de lordpeppers por Pixabay

 Respeite a natureza sempre! Não espalhe lixo por aí, para isso, existem as lixeiras. Não adianta nada cuidarmos das árvores de nosso quintal, mas ignorarmos as das ruas, então, não use-as como lixeiras. Não polua os rios, não faça queimadas, e tente reciclar as coisas ou separar o lixo corretamente. 
        Trate bem seus animais de estimação e os da rua, também. Você não tem condições de lidar com os Elementais enquanto não for uma pessoa melhor porque só pode atrai-los e conquistar a sua confiança quando se tornar empático. Então, observe suas ações e mude-as, nem que seja aos poucos. Cultive hábitos saudáveis e pensamentos positivos, leia livros inspiradores que te conectem a essa realidade mágica e, nunca perca a fé neles! ©

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Elementais em diferentes culturas


Os Elementais estão ligados as forças da natureza, os quatro Elementos: Ar, Água, Terra e Fogo. Dependendo da cultura e crenças locais, podem assumir variadas formas, serem adorados ou temidos.
          Os egípcios os chamavam de Ifrits; em alguns países da África eles são os Yawahu, em outros, os Ghoddis; os persas chamavam-nos de Daevas; entre os povos da Ásia ele eram chamados de Phiyes; entre os gregos eles eram os Daemons e no Japão são conhecidos por Oni (uma classe de espíritos que está incluída entre os Youkai). Entre os romanos, eram chamados de Genius Loci (Gênio Local) e eram alvos de adoração pela qual erigiam-se templos. Mesmo no folclore brasileiro, alguns personagens (como a Caipora e Mãe-d’água) possuem características comuns aos elementais.
          Paracelso, em toda sua extensa obra, fez várias citações diretas a respeito dos elementais. O alquimista teria tomado conhecimento e interessado-se pelo tema em suas viagens ao oriente. Segundo ele, os quatro elementos originais do universo eram constituídos de dois princípios distintos: um metafísico (sutil e vaporoso) e outro físico (substância corporal). Os elementais seriam seres compostos do primeiro princípio, uma substância conhecida por éter. De outro modo, os corpos dos elementais são constituídos de uma matéria trans substancial; que, em momento algum, se assemelha ao corpo físico dos homens.
       Ainda, segundo Paracelso, “os Elementais não são espíritos porque têm carne, sangue e ossos; vivem e se reproduzem; eles falam, agem, dormem, acordam e, consequentemente não podem ser chamados, propriamente, espíritos. Estes seres ocupam um lugar entre Homens e Espíritos, são semelhantes a ambos; lembram homens e mulheres em sua organização e forma, e lembram espíritos na rapidez de sua locomoção”; ainda “Os Elementais possuem habitações, roupagens, costumes, linguagem e governo próprios, no mesmo sentido que as abelhas têm suas rainhas e os bandos e/ou comunidades animais têm seus líderes” (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman).
O alquimista medieval ainda afirma que os elementais não são imortais. Sua longevidade estaria entre 300 e 1000 anos. Ao morrerem, se desintegram e retornam a substância da qual se originou. Os elementais pertencentes ao plano terrestre têm uma probabilidade menor de vida; enquanto os elementais do ar tendem a viver por um período maior. Os seres humanos, por não disporem de total desenvolvimento de suas capacidades psíquicas e espirituais, não seriam capazes de ver ou se relacionar diretamente com os elementais.



Os reinos dos elementais


Segundo Paracelso, os elementais dividem-se em quatro “categorias” distintas, sendo que cada uma está associada a um reino da natureza. Em outras interpretações, os elementais também estão associados a um ponto cardeal e a um dos quatro principais signos do zodíaco; sendo os gnomos ao norte e ao signo de Touro, ondinas ao oeste e ao signo de Escorpião, salamandras ao sul e ao signo de Leão e silfos ao leste e ao signo de Aquário.
Na citação direta de Paracelso: “habitam os quatro elementos: Ninfas, na água; Silfos, no ar; Pygmies, da terra e Salamandras, no fogo. São também chamados Ondinas, Silvestres, Gnomos e Vulcanos. Cada espécie somente pode habitar e locomover-se no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está, para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente à outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos” (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman).



Gnomos


Os gnomos são os elementais correspondentes ao reino da terra e subdividem-se em duas classes: os Pygmies e uma segunda classe denominada Espíritos das Árvores e das Florestas que abrange os silvestres, os sátiros, os pans, as dríades, hamadríades, durdalis, elfos e os duendes.

Os Pygmies atuam com pedras preciosas e metais que inclui o corte dos cristais-de-rocha e o desenvolvimento dos veios minerais. São guardiões de tesouros ocultos e habitam cavernas e subterrâneos que as antigas tradições escandinavas denominavam Land of the Nibelungen (Terra dos Nibelungos). Os Espíritos das Árvores e das Florestas estão associados a elementos da natureza terrena de um modo geral, como as Hamadríades que nascem e morrem com as plantas ou árvores das quais fazem parte.
De um modo mais abrangente, os elementais pertencentes ao reino da terra e à vida vegetal, atuam na própria criação e proteção dos indivíduos, rejeitando nutrientes, preservando as sementes, entre outras atividades.
Há uma organização social formada por famílias de gnomos e uma hierarquia encabeçada por um rei. Sobre seu comportamento, alguns autores afirmam que são seres hábeis, inteligentes e amigáveis ao ser humano. Outras fontes asseguram que podem ser extremamente maldosos. Entretanto, em qualquer situação, após conquistar sua confiança, o gnomo torna-se solícito e cooperativo. Seriam, ainda, excelentes companheiros para auxiliar no sucesso de tarefas mágicas, desde que estas fossem realizadas com propósitos benéficos. Caso contrário, ao perceber más intenções e sentir-se traído, o elemental volta-se contra o mago.




Ondinas


As ondinas são os elementais pertencentes ao reino da água. Por uma associação natural do simbolismo da água ao polo feminino da criação, os seres deste reino são comumente representados como mulheres. Há diversas classes de ondinas, como oreádes, nereidas, náiades e as mais populares sereias. Estando cada classe relacionada a uma situação determinada, como rios, lagos, cachoeiras e oceanos.
As ondinas são capazes de interagir livremente com criaturas aquáticas. Em seu aspecto “físico”, uma ondina possui o dorso de uma mulher e os membros inferiores substituídos por uma cauda de peixe. Embora, eventualmente, possam transfigurar-se provisoriamente em humano e conviver normalmente entre os homens. Relatos sobre ondinas (geralmente classificadas como sereias) que emitem um canto hipnótico e atraem marinheiros às profundezas das águas são comuns em diversas culturas. Em seu comportamento, são consideradas seres emotivos e amigáveis com o homem, a ponto de servir aos humanos.



Salamandras


As salamandras estão relacionadas ao fogo. De acordo com as crenças dos místicos medievais, não há fogo ou calor sem que as salamandras atuem. Entre os elementais, são consideradas as mais poderosas e menos amistosas ao homem. Do mesmo modo que os outros elementais, as salamandras estão subdivididas em classes. A mais conhecida destas classes e denominada Acthnici.
            Sobre estes seres, Paracelso diz que “salamandras têm sido vistas de diversas formas desde bolas de fogo até línguas de fogo, correndo sobre os campos ou espreitando nas casas”. Outras crenças atribuíam aparições de salamandras em uma forma esférica flutuando pela noite acima das águas; também como forquilhas de chamas sobre os rebanhos de ovelhas (esta segunda situação é conhecida como o Fogo de Santelmo).
Seu aspecto assemelha-se a lagartos. Ainda, para que um humano possa conectar-se com estes seres, eram fabricados incensos que, através da fumaça produzida, estes elementais poderiam se manifestar.



Silfos


Os silfos pertencem ao quarto reino da natureza, o ar. Porém, o ar (como elemento) referido não é a atmosfera propriamente dita, e sim uma substância muito mais sutil e intangível ao homem. Entre os silfos, enquadram-se as conhecidíssimas Fadas.

Era comum a crença de que estes seres habitavam o cume das mais altas montanhas da Terra ou as nuvens. Segundo as antigas crenças, os silfos têm por função modelar os cristais de gelo para que transformem-se em flocos de neve. Sua longevidade atingia em torno de 1000 anos e teriam a capacidade de transmutar temporariamente sua aparência de modo a se assemelharem aos humanos. Seu comportamento é alegre, volúvel e excêntrico.




Yōkai
(cultura japonesa)


Yōkai (lit. demônio, espírito, ou monstro), também escrito como youkai, é uma classe de criaturas sobrenaturais do folclore japonês, que inclui o Oni (lit. “ogro”), a kitsune (lit. “raposa”) e a yuki-onna (lit. “mulher da neve”). Alguns são humanos com características de animais, ou o contrário, como o Kappa (lit. “criança do rio”) e o Tengu (lit. “cães sagrados”). Um yōkai, geralmente, tem algum tipo de poder sobrenatural ou espiritual, e assim encontros com humanos tendem a ser perigosos. Um yōkai que tem a habilidade de se transformar é chamado de obake. O termo yōkai é ambíguo, e pode ser usado para designar todo tipo de monstro e criatura sobrenatural.
Na folclorística japonesa tradicional, os yokai são classificados (não muito diferente das ninfas da mitologia grega) por localização ou fenômeno associado à sua manifestação. Yokai são indexados no livro Sogo Nihon Minzoku Goi (“Um Dicionário Completo do Folclore Japonês”), como segue:

*Yama no ke (montanhas), michi no ke (caminhos), ki no ke (árvores), mizu no ke (água), umi no ke (o mar), yuki no ke (neve), oto no ke (som), duosutsu no ke (animais reais ou imaginários).
Han'yō (lit. yōkai mestiço) são seres híbridos, comumente retratados como filhos da relação entre yōkai e humanos, mantendo alguns poderes demoníacos, mas com um lado humano, ou de alguma outra espécie envolvida na história. Muito presente nas mitologias de vários mangás de sucesso, como InuYasha e Yu Yu Hakusho.




Oni
(Cultura japonesa)



Oni são criaturas da mitologia japonesa. O termo Oni é equivalente ao termo “demônio” ou “ogro”, porque tais podem descrever uma variedade grande das entidades. Onis são criaturas populares da literatura, arte e teatro japonês.
          Um oni é humanoide; eles geralmente são grandes, mas às vezes, pequenos, e têm rostos de homens, macacos ou bestas e ocasionalmente até de pássaros. Frequentemente possuem chifres que variam desde pequenas protuberâncias a chifres longos, pontudos e espiralados que formam arcos como em um antílope, ou lisos como os chifres de um dragão. Selvagens na natureza, raramente vestem muito mais do que um fundoshi.
           A variação mais famosa dos oni – com chifres como de um boi e trajando um fundoshi de pele de tigre, pode ser relacionado ao kimon, a porta do demônio, através da qual os infortunados do mundo devem passar. A porta é encontrada no noroeste, ou no sentido do ushi-tora – Ushi e tora que são os sinais do boi e do tigre.
Por outro lado, a aparência dos oni é derivada provavelmente dos demônios chineses, importados dos contos do submundo budista. Emma-Daiō, o rei do jigoku (inferno), é imaginado às vezes como tendo dois assistentes, o aka-oni (ogro vermelho) e o ao-oni (ogro azul ou verde).
          O oni ni kanabō possui um porrete cravejado com pontas de ferro, o kanabō. Mesmo que uma arma tão poderosa pareça desnecessária nas mãos de uma besta tão amedrontadora, de qualquer maneira esses onis são descritos frequentemente carregando estes instrumentos destrutivos.
          O oni pode certamente ser encontrado torturando os pecadores no inferno, e ameaçam também seres humanos neste mundo, procurando nas montanhas e povoados de lugares distantes, e montando nas nuvens como os espíritos do vento e do trovão.
Enquanto nos contos folclóricos os onis são geralmente criaturas maliciosas, antropófagas a serem temidas e destruídas por heróis errantes, o oni pode também ter uma função protetora. As telhas onigawara, encontradas na extremidade de telhados japoneses são assim chamadas porque são curvadas originalmente dessa forma para se assemelharem à cara de um ogro, com semblantes ferozes, pretendendo espantar espíritos prejudiciais.
Oni é uma parte chave do feriado japonês conhecido como setsubun. Este festival marca o começo da primavera, e o ano novo no antigo calendário lunar. Pessoas com máscaras do ogro são ritualmente afastados, simbolicamente protegendo o ano vindouro do infortúnio e do mal. Há muito tempo, o oni poderia ser repelido pelo fedor de sardinhas ardentes e outros métodos, mas hoje é o mais popular lançar grãos de soja (que é dito o oni odiar) e gritando "Oni wa soto! Fuku wa uchi!" (“Para fora com demônios! Venha a felicidade!”).



Ifrits
(cultura árabe)


Na mitologia árabe, ifrit (masculino), e ifritah (feminino), são os nomes dados a uma classe de Jinni (djins) infernais, notórios por sua grande força e astúcia.
Um ifrit ou Efreet (ou ifritah) apresenta-se como uma enorme criatura alada constituída de fogo que vive no subsolo e costuma frequentar ruínas. Armas comuns nada podem contra eles, todavia, sendo suscetíveis à magia, podem se tornar vítimas ou escravos de humanos que dominam as técnicas apropriadas. Os ifrits vivem numa sociedade organizada nos moldes tribais árabes, com reis, tribos e clãs. Geralmente, eles casam-se entre si, mas podem também casar-se com seres humanos. Na maioria das histórias, pessoas afortunadas encontram ifrits que foram presos por magos em lâmpadas mágicas e forçados a conceder desejos.
         Da mesma forma que os jinni (Djins) em geral, os ifrit podem ser descritos como crentes (no Islamismo) e infiéis, bons ou maus. Mais frequentemente, são retratados como perversos e impiedosos. Também é citado nas Mil e Uma Noites. ©












Fontes de pesquisa:

























sábado, 28 de junho de 2014

Os 6 princípios dos elementais do Fogo

 Os elementais do Fogo são fascinantes, corajosos e ousados e têm despertado o interesse de muitos bruxinhos que buscam o guardião perfeito. Entre os elementais do fogo temos as sedutoras kitsunes, os misteriosos bakenekos, as pequeninas e poderosas salamandras  e os temidos djinns. Já sabemos pelo menos o básico a respeito dessas criaturas, que podem ser boas e más. Mas você sabia que todos os elementais têm uma essência imutável, típica de sua natureza mágica? Hoje, vamos conhecer a essência dos elementais do Fogo.

Os princípios do Fogo


  1. Coragem; é a principal qualidade de todos os seres desse elemento. Eles nada temem, pois não conhecem o significado da palavra 'medo'. Desde muito pequenos, eles aprendem a não temer o escuro, a dor e o 'novo'; eles não tem medo de recomeçar de novo e de novo e possui uma incrível capacidade de adaptação a novos lugares e pessoas.
  2. Força; acho que não é nenhuma novidade que os elementais do Fogo são muito fortes. Dentre todos os elementos, este se destaca por ser indomável e selvagem. Temos de ter um certo cuidado ao lidar com esses elementais, pois eles podem ser muito perigosos quando ofendidos ou de mau humor. Já houve casos em que elementais do fogo se irritaram tanto com um humano que incendiaram sua casa. É... os bichinhos são nervosos.
  3. Determinação; quando esses elementais metem uma coisa na cabeça, dificilmente mudam de ideia. Não que eles sejam cabeça-dura. Pelo contrário. Eles não costumam desistir fácil de alguma coisa e, perseguir seus objetivos é excitante para eles. Desde muito novos, eles aprendem que desistir é só para os fracos.
  4. Paixão; eles são sensuais, ardentes e sedutores. Os melhores amantes se encontram dentre esses elementais. O amor deles é intenso e puramente físico. Não significa que eles nunca se apaixonam, mas que sua forma de amar é diferente dos Elementais da Água. Eles detestam traição, especialmente quando se comprometem seriamente com alguém. Eles são ciumentos e possessivos, especialmente os djinns, que, protegem a pessoa amada, da mesma forma que protegem seus tesouros ocultos em suas cavernas. Isso pode soar romântico para você que está dizendo nesse momento "Que fofo!", mas só demonstra o grau de possessividade do elemental em relação a pessoa. Porque se já é difícil um djinn abrir mão de um mísero diamante (falou a rica), quem dirá de sua noiva? Outra coisinha que você deve saber, quando um djinn se apaixona de verdade por uma mortal, ele lhe enche de presentes preciosos e se ele te levar até ao seu esconderijo, onde guarda seu tesouro, é um sinal de que ele pretende se casar com você, se com a sua permissão ou não, aí, já não posso dizer porque quando djinns querem muito uma coisa, eles simplesmente a tomam e pronto! Eles não pedem permissão a ninguém,  e se pedirem, é apenas por educação. Independente da resposta, eles fazem o que querem e ponto final.
  5. Ousadia; os elementais fazem coisas inacreditáveis, às vezes porque são corajosos e ousados. Eles não medem as possíveis consequências de seus atos, na maioria da vezes, impensados. Eles são mesmo maluquinhos!
  6. Sabedoria; as kitsunes e os djinns (depende da classe, geralmente, os Marid são mais inteligentes) são os seres mais sábios dentre os elementais do fogo. Eles podem nos ajudar, aconselhar e guiar em momentos de grande aflição e indecisão. Recorra a eles sempre que se sentir fraco e confuso ou quando seus caminhos estiverem 'fechados'.
  É isso galerinha. Espero que esse post tenha ajudado a vocês a terem uma ideia de como os elementais do Fogo são, no geral.©

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Qilin


Qilin, também conhecido por Kirin e Kylin em japonês e coreano respectivamente, e é uma criatura mitológica chinesa muito apreciada e querida na cultura Oriental.

Kirin é uma criatura encantadora por sua caridade, generosidade e grande respeito à vida. Ele tem uma enorme compaixão pelos jovens e puros de coração, não tolerando aqueles que abusem deles. Ele nunca irá tirar a vida de um inocente, e também os protegem de qualquer ameaça, tornando um protetor implacável, cuspindo fogo entre outras habilidades que são contadas de conto pra conto.

É dito também que o Qilin só aparece em regiões que são governadas por pessoas benéficas ou virtuosas. É muito dificil a aparição de um Qilin, pois ele só aparece para aqueles que tem respeito à vida o mesmo tanto quanto eles têm.
Outras curiosidades sobre o Qilin é que ele fala facilmente o idioma humano, podendo ter telepatia de acordo com alguns por saber quando estão dizendo a verdade ou não. São constantemente associados aos dragões orientais, pois possuem grande poder.

São criaturas tão livres que não podem ser domadas por nenhum outro ser, e acabam por se matar caso sejam presas, ou dominadas.